Modus Operandi - Quando tudo cai em silêncio e sensações

Destruição de toda a gente com a novela.
Meu minuto de silêncio, murmúrio e anestesia é distância, pedido de socorro dos mil golpes naturais aos quais a carne é herdeira. Da agressividade da rotina quando rói o emocional e praticamente força a insensibilidade. Não mais pedido de consolo, mas sempre muito cheio de possibilidades.
A visão periférica, cansada.
A compensação deste pêndulo monstruoso e imutável, que vem engolindo tudo, na tentativa de formar peso suficiente para alcançar um centro.
Tudo isso que pode ser ouvido se você simplesmente entrar em estática para compreender as forças que te movem.
E questioná-las.

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terça-feira, 29 de julho de 2008

Pepperoni no fundo da geladeira

[Ou congela, ou se consome logo. Agite antes de usar.
E essas comparações estão ficando tão de baixo nível.]

Vou pintar as árvores de vermelho...
vou passar batom nos boticários, vou botar minhas roupas do avesso...
vou pular a cerca e usar um martelo
Vou dizer sim todas as vezes que me perguntarem,
e vocês têm um dia!
Vocês têm um dia!
E que dia tenho eu ?
Vou fazer chocolate como fazem café
e vou acender fósforos quebrados e lascados só porque o olhar da espera arde, arde, arde...
Eu vou.
E que dia tenho eu ?
as perdas de ontem,
armadilhas de hoje,
... ?
incerto, nada se sabe. Wasabi.
raíz forte, então me puxa pra ver se eu saio ou se me perco ou se protejo ou se ... ou senão.
cenão.

Então você tem a idéia. E várias idéias se agregam à ela.
Então você vai decidindo por essas idéias, como a história deve ser, datas, lugares... a maioria dessas coisas saem no sorteio.
E a história... nunca... termina...
Nada de concreto, tudo mole feito areia!
o clímax é uma perdição.
No mau sentido.
Sinto muito. Essa mania louca de criar clímaxes e de fazer uma novela mexicana desprezível.
Acontece, e eu preciso saber controlar ou vou sofrer tanto quanto protagonista.
Não sei mais o que minha outra personalidade-dominante trama para mim, como diretor dessa comédia-romântica-trash-mexicana.
Passa-se o ponto.
Alguém ?

A gula engole. Em goles, de grão em grão.
Mas já que é gula, talvez devesse ser um olho maior que a barriga
e a barriga estufada, e isso é totalmente fora de cogitação para protagonistas.
Isso sem falar que se diz comer a vida com a colher grande!
"Isso é só o começo", PF!
Então imagina o clímax!
diretor LOOOUCO.
Ainda dizem que é só preciso trabalhar com imagens.
Eu só preciso de não-imagens,
- Oi, tudo bom, Sr Retrato ? Gostaria de saber se você é de verdade.
Se a Mona Lisa viveu, ninguém liga.
A mulher do BBB, todo mundo esquece...
mas quem inventa clímax, sempre aparece!
clímax morto, HA, mas que ironia
e que necrofilia.

2 comentários:

Anônimo disse...

o retrato é de verdade. O que está lá pode não ser necessariamente a pessoa que posou, mas com certeza é a pessoa que o pintor viu. E mais nada.

Anônimo disse...

talvez meu post tenha sido sim um tanto radical. Mas ainda acho que é possível sobreviver =]