Não falo mais de Pepperonis porque cansei de enfiar pepperonis onde só tem massa o/
imaginem vocês então grandes salsichões no meio disso porque eu estou hiperativa, irriquieta, Megaherz!
Alguém me dá um computador novo preu baixar tudo ?
poderia enfiar pepperoni aí, mas ia ficar um trocadilho muito baixo.
[entendeu? :D]
é, vai fazer pizza, Jacqueline.
Domingo, 20 de Abril de 2008
Fechar os Olhos pra verdade
Mesmo que a nossa casa caia de repente,
o silêncio vai continuar intacto.
Eu, sem tato
você, fora da linha,
fora de contato.
Best before August
(Fechar os Olhos ~ Luxúria)
Hoje eu corro
pra chegar na hora
tenho sono
no lugar onde você mora
beirando a calçada
contando os passos
senti o gosto de te dar um bom lugar
você me cobra o olhar dos olhos
pra enxergar o lado de fora
feche as portas,
quero dar mais uma volta,
você me deixa sem ar
pra conter o meu impulso
vou fechar os olhos e desviar
da sua rota arriscada
hoje eu corro
fugitiva da verdade
eu perco o sono
escondo a minha idade
beirando a calçada
contando os passos
senti o gosto de te dar um bom lugar
você me cobra o olhar dos olhos
preu esconder o lado de fora
feche as portas,
quero dar mais uma volta
você me deixa sem ar
pra conter o meu impulso,
vou fechar os olhos e desviar
da sua rota arriscada
feche as portas,
quero dar mais uma volta
você me deixa sem ar
Pra conter o meu impulso,
vou fechar os olhos e desviar
da sua rota arriscada
da sua rota arriscada
Entrei de baixo do chuveiro, fechando os olhos, quase a apertá-los. Esperei a água correr meu corpo. O aperto contínuo em meu peito me lembrava da ausência dela. Ela não está aqui, ela não está aqui, ela não está aqui...
Levei minhas mãos aos meus ouvidos, apenas com as gotas caindo em minha cabeça. Apenas gotas. Quis chorar, mas sabia que não podia. Ela não está aqui.
Já fazia um tempo, esses meus delírios tomavam meu espaço, tempo e até minha alma. Definitivamente não tinha sido feita para sentir saudades. Ah, que situação eu fui me meter... nem ao menos minhas memórias me deixam em paz!
O som do telefone lá fora... não é ela... não pode ser ela...
- Alô.
Estranhei minha voz rouca.
- É você, não é ? Não parece você.
- Oi.
- O que você estava fazendo ?
- Tomando banho.
Um silêncio.
- Como você está se sentindo ?
Suspirei.
- Sua casa deve estar fedendo.
Outra grande pausa.
- Realmente, está.
- Quer que eu vá aí limpar ?
- Não.
- Eu te ligo depois do seu banho.
- Tá.
- Não vá demorar.
Coloquei o aparelho no gancho. Não parecia eu ao telefone. Não parecíamos nós ao telefone, não estava na mesma. Eram tantas coisas que nos separavam, que nem ao menos por vozes conseguíamos nos sentir próximas.
Primeiro eu. Com minha mania de esnobe.
Depois ela, com sua mania de retaliação. Talvez fosse no começo, eu não poderia saber. Não tinha culpados. Apenas conseqüências. Apenas sujeira, apenas sujeira, e eu não queria que ela viesse limpar.
"- Você... me deixa sem ar...
Eu murmurava com dificuldade, com a respiração pesada, em seu ouvido. [...]"
Quanto tempo fazia ? Um mês ? Um mês e duas semanas ? Um mês, duas semanas e quatro dias. Em ponto. Em horas, eu não queria saber.
Era eu, tão fácil de ser feita. Tão fácil de satisfazer. Tão fácil, tão móvel...
"- Eu não tiro mais seu ar ?
Silêncio.
- Não consigo responder nada do que você me pergunta.
- Por minha causa ?
- Eu não sei, você está perguntando de novo...
- Eu não posso esperar até o fim dos tempos, você sabe. Eu preciso de você, você de mim...
- Eu preciso de tempo para me recuperar. Não sou capaz de gostar de ninguém agora.
- Nem ao menos de pedir perdão ?
Silêncio novamente. E eu bufei. Eu bufei e espalhei todos os meus miolos pela parede, porque sabia o impacto que meu silêncio tinha tomado.
Silêncio ela saberia compreender, mas uma bufada seria demais para seu orgulho, que já reclamava de tantas patadas que eu dava."
[...]
"...Eu apenas era capaz de arregalar os olhos. Queria ter forças para resistir, para dizê-la 'pare!' ou ao menos sentir o que ela me fazia, como ela me mudava, como ela me prensava...
Meu torpor me tomou de todas as formas, eu só podia olhar a cena, e imaginar o que se seguiria então.
Ela parou. Eu a encarei, sem poder expressar qualquer coisa.
- Você chegou nesse ponto ?
Eu a olhava de canto, viajava pelos cantos de cada curva, olhos semi-cerrados, minhas pupilas cambaleando pela sala pequena demais.
- Você espera que alguém seja capaz de chegar em você nesse ponto ?
- Não.
- Então você não me esperava.
Então ela captou meu olhar. Meu olhar sonolento...
- Verdade...
[...]
- ... ou desafio ?
[...]... e as linhas teceram... uma teia.
[...]
Acordei, completamente atada, no dia seguinte, cheia de torpor...
... e luxúria."
Meu corpo queria ficar febril novamente. Meu corpo. E minha mente, nada. Não havia respostas ou novas mensagens... desde agosto.
Desde agosto.
Era setembro, era um final de inverno, mas ainda era frio.
Eu era uma pessoa melhor antes de agosto.
Agosto, dia dezoito de agosto, foi quando uma parte de mim morreu, para não dizer o todo, porque sobrou o corpo.
"- Você me cobra o olhar dos olhos.
- Eu te estendo a mão e você quer o corpo todo junto ao seu no chão!
Silêncio."
[...?]
quinta-feira, 3 de julho de 2008
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