Modus Operandi - Quando tudo cai em silêncio e sensações

Destruição de toda a gente com a novela.
Meu minuto de silêncio, murmúrio e anestesia é distância, pedido de socorro dos mil golpes naturais aos quais a carne é herdeira. Da agressividade da rotina quando rói o emocional e praticamente força a insensibilidade. Não mais pedido de consolo, mas sempre muito cheio de possibilidades.
A visão periférica, cansada.
A compensação deste pêndulo monstruoso e imutável, que vem engolindo tudo, na tentativa de formar peso suficiente para alcançar um centro.
Tudo isso que pode ser ouvido se você simplesmente entrar em estática para compreender as forças que te movem.
E questioná-las.

.

.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Verbo [in]Transitivo Direto - ao Minimalismo!

Estou em crise porque cansei da minha própria repetição.


- She makes repetition art by emphasis.

But so it happens that bold is not enough to emphasise everything I want. I'd spend hours repeating and changing little details and you'd still think, that's just her playing formats, but it's not play, it's the thousand shocks flesh is heir to in one only shot.

- Eu tinha medo de ficar como ela porque ela podia ficar fria, escura e solitária, assim como não saber onde se está e não receber sequer um eco. Por outro lado eu a admirava por não gastar toda a munição em tentativa e erro, mas em ótimos palpites, fazer dum grão de areia um sertão aproximando-o um milhão de vezes.

As palavras se tornaram tão maiores que eu. Não vejo sentido em preenchê-las pela metade, montando pequenos conjuntos vazios. Então vou caindo no silêncio. Não por causa da contrariedade, entendo que há a coexistência dos opostos nelas, e isso é inevitável. Mas porque são tão grandes, e eu pequena. Me arrependo em dizer muitas delas agora. Não quero apagar as outras, cujo valor está no tempo. Porque agora estou do tamanho de uma formiga, fazendo coisas estúpidas em rituais que só distraem, destróem, antes de ser incisiva. Todos esses rituais perderam a graça. Somos insignificantes na nossa busca de significiado, falhando miseravelmente porque tentamos criar algo que não pode ser criado.

E agora não é porque quero que tudo passe extremamente depressa, mas porque não vejo sentido em tudo que antecede as grandes perguntas. E não é de ansiedade pelo final, é por achar os intervalos um infundado encher de lingüiça. Chega de fazer rodeios e esperar por um novo dia para fazer as perguntas que vierem, porque agora consigo fazê-las do momento e no momento! A magnitude das poucas palavras tão diretas e certeiras, e se no escuro, tão pontiagudas que fazem barulho e esvoaçam cabelos simplesmente são mais capazes de carregar o pesado fardo dos sentidos. É nisso que se encaixa não saber conectar flashes de memória, porque serão um encher de lingüiça que não precisamos fazer tanta questão, os rituais.

Vejam como eles são opcionais e isso é fato.

Poucas palavras as dão tão mais valor, mas vocês o tiram, com os rituais que por acaso são mais importantes. Se perdendo na corrida de ratos.

- Why won't you burn ?

Vocês são os que estão com pressa porque quando vêm as grandes perguntas, as passam. Querem voltar para a segurança de um significado só. Eu canso de apontar todos os mil significados que estou vendo em todas as palavras que bato agora. Sei que podem entender, porque eu também não entendia, mas agora me faço entender. É um remover de venda para um mundo sadio, sólido, enorme, derrubador de cadeiras.

Vocês estão pisando em ouro e procurando pelo belo baú.

De fato uma nova visão.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Griefing Widow - E segue o peixinho dourado

E é só pra abrir com chave de ouro. Afinal, o começo dourado de cem anos tinha que ter alguma coisa de especial!

Queria ter os colhões de te mostrar os danos.
Queria ter os colhões de me estabilizar em uma só decisão.

Mas afinal, o vento é o ar em movimento e a polpa precisa de algo a lhe empurrar, mesmo que na mínima instabilidade, no mínimo pára-quedas.

Ou seria parapente ? Um planador, quem sabe, a pegar correntes de ar quente ? Ar pesadinho, ahn ?

Que proa que é invencível ? Que proa é essa que nunca esteve no mar senão para terminar em pedaços ? Senão para lembrar de quando podia deslizar sobre aquela superfície sem nunca pagar um preço ?

Que náufrago é esse que delira não com o dia que vai ser tirado da praia, mas quando encontrar uma forma mágica de voltar no tempo ?

Eu sempre disse que sanidade não era a minha praia, vocês que insistiram em me vestir disso e me colocar aqui.

Alguém pode por favor trazer algo não-convencional para acabar com o meu interminável TÉDIO dessa vida barata ? Batuta ?

Eu sempre disse que isso não era minha praia, meu coração mora com o mar!
*Mumble mumble mumble.*