Modus Operandi - Quando tudo cai em silêncio e sensações

Destruição de toda a gente com a novela.
Meu minuto de silêncio, murmúrio e anestesia é distância, pedido de socorro dos mil golpes naturais aos quais a carne é herdeira. Da agressividade da rotina quando rói o emocional e praticamente força a insensibilidade. Não mais pedido de consolo, mas sempre muito cheio de possibilidades.
A visão periférica, cansada.
A compensação deste pêndulo monstruoso e imutável, que vem engolindo tudo, na tentativa de formar peso suficiente para alcançar um centro.
Tudo isso que pode ser ouvido se você simplesmente entrar em estática para compreender as forças que te movem.
E questioná-las.

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sábado, 28 de fevereiro de 2009

loveisraperhapsody

O feíssimo hábito de proteger as pessoas.

Olha, não importo que você queira foder comigo. Mas sem aquelas frescuras de meia-foda, certo ? Você quer foder comigo, então FODE comigo. Mas fode com vontade.

Nem vá pensar em dizer que me ama, que se arrepende, não pense duas vezes antes de atirar a sua consciência de um precipício. Eu prefiro que você vire um grande demônio do que me confunda com meias-verdades. 

Também não vá querendo foder comigo por meios-motivos, porque se você tiver apenas meios-motivos, não vai me foder por completo. Eu quero que você some todos os motivos que conseguir pensar, e some um ódio tão destrutivo que seria capaz de foder com MIL de mim. 

E, perceba, eu quero que você me FODA, não fique me fodendo, sabe como é péssimo quando a gente termina e alguém continua. Quem quer foder não fica pra dia seguinte. Meramente vai embora. 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Piloto Automático

Piloto Automático.
A culpa é de ninguém.
Ninguém que fez o guia da mãe solteira.

Às vezes penso que me é muito fácil ser falsa, ou que as pessoas caem por quererem cair. Sei que as respostas já estão prontas para sair e mal modero, já caem prematuras. Há também perguntas que não dão vazão a qualquer outro tipo de resposta. As respostas limitam-se a "Claro que sim" ou "Sim". Tons podem dizer além disso, mas aí há outro limite, e não é da pergunta, mas de quem a faz. De qualquer forma, há momentos que eu quero muito que as pessoas acreditem nessa falsidade e não quero ao mesmo tempo.

Tem gente que não entende que é um favor que faríamos por dó, na verdade, e espera, EXIGE que você faça. Como se, depois de tudo que não eram obrigados a fazer e fizeram, você se tornasse obrigado a devolver. Somem os agradecimentos, e isso é muito abusivo da parte dessa gente.

Me pergunto se o mesmo motivo que uso para perdoar um não deveria usar para perdoar outro - de que essas coisas acontecem automaticamente ao acaso e que a culpa é de ninguém, que a situação realmente tá difícil, que é natural que as pessoas se estressem. Os dois fogem à realidade sob pressão. Os dois podem ser muito agressivos com as palavras. Talvez a única diferença se molde no quadro dessa doença e na compensação que cada um tenta fazer.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Don't let me get carried away

Estou sem fone de novo. Espera só eu ter tempo de pegar um martelo e quebrar o meu cofrinho.

Não estou desiludida da vida. Acontece que não aconteceu tanto que amanhã deixou há muito de ser para mim um novo dia. É mais um dentre tantos outros. Se o mar virar sertão. O que é que tem ?
Não é mais a grande surpresa que o amanhã trará, mas o que vem após o cansaço de esperar tantas surpresas.
Há coisas que me interessam, sim, e muito. Mas uso o silêncio a meu favor. Não o silêncio dos inocentes, mas daqueles com malícia demais para se expor de tal forma. Porque o impulso do momento é SEU, não do momento.
E era a falta do outro lado. Uma falta imensa. Dar uma de virgem que dá alguma mínima pra toda essa chatice e não dar enquanto o outro lado também não der. Muita gente vale a pena à primeira vista.
De quantas visões se faz um sim sólido ?
Não me importo, de verdade.
Mas e aí ? E aí que tem gente aqui dentro dizendo basta. Não senti os nãos. Não estava aqui para ouvi-los. Eu tomo distância para fugir, e quando volto, volto pro vazio de braços abertos, grandes demais.
Meu mecanismo de defesa para isso é a raiva. Porque, você sabe, eu tenho braços grandes e talvez não tão fortes, mas úteis, e hiperativos, com energia para mil vidas fúteis. Apesar de distante, entenda, estou brutalmente sensível. O que [não] me toca, frustra.
Por que vocês não queimam ?
Oh, eu, eu, eu sei, me escolhe. I don't have a coach buddy. É que meu sistema falho não tem instruções no caso de falhas, porque isso seria admitir que elas poderiam existir. 'E se's, calculados ou não. Prefiro não.
Não, não estou desiludida da vida. Querem mais favores, e agora só vou, sem pestanejar, mais nem menos queijo, ou grito. Não há pensamento. Não estou desprovida de sentimentos ou quebrando ilusões porque não há nada a ser quebrado, e ninguém morrerá essa noite. Me consolo com essa segurança.

Só não vá dizer que não avisei que estou sensível quando vier a Flor da Pele.