segunda-feira, 1 de junho de 2009
Fifty-fifty.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Margareth e suas notas rápidas. (0-10)
domingo, 17 de maio de 2009
Square One [sobrenove]
domingo, 19 de abril de 2009
Lover bites back
A dor, não de dentro do coração, mas das mandíbulas. Os dois travaram. Há!
Odiei por muito tempo essa parte de mim, o bicho. Aliás, voltei a odiar.
O bom é que é mútuo. A força oscila o tempo inteiro dos dois lados e esse cabo de guerra com muita sorte vira inércia. Uma família.
Que tipo de força os histéricos têm ? Mas os histéricos de carteirinha, pertencentes ao fã-clube dos esquizofrênicos, não disfarçados de.
Ousarei ir mais longe ainda. Que tipo de influência ou impacto poderiam ter ?
Heroína feminina pra mim é mera ficção. Me deliciaria, por outro lado, encontrá-la na vida real, e enormemente mais em mim. Perpetuo aqui minha grande procura pela rainha de espadas, a força que viria do ventre. Mas quando a maior delas tece seu personagem baseado em 'unsex me here', quem sou eu ? Who dares more is none.
Outro motivo seria odiar os esquizofrênicos e desprezar o tipo bruto deles.
Os vilões são todos errados.
É muito fácil agir e falar igual, uma vez que meu orgulho está implorando clemência de tanta esmagação.
... mas isso não me preenche.
Ainda sinto o vento correr por dentro de forma desagradável. E o pior é que desculpas também não preenchem. Vida a 120 km/h na via errada só preenche pela metade, e dependendo da fase é quase nada. O mesmo vale para vida sedentária.
Dom Quixote, cadê a tua espada ?
segunda-feira, 30 de março de 2009
Pássaro contra a Vidraça
Desisti de acreditar em todos vocês. Não acredito que vocês mentiram por bem, nem que você realmente se interessa no que se passou pela minha vida, não acredito em você que diz que me conhece, e nem em você que diz que eu ouvia, não acredito que você realmente queira me dar um abraço, nem que você realmente queira recebê-lo, ou que você quer que eu ligue, ou que você tomaria a iniciativa se tivesse a oportunidade, ou que vocês me diriam a verdade de vez em quando, ou se deixariam enxergá-la e me colocariam contra a parede, tampouco que você seguiria inconscientemente os passos nesse caminho de roseiras, ou que liguem para o fato de eu realmente falar alemão ou até que você, senhor, um dia se adapte à força da luz do lado de fora de suas pálpebras e do seu mundo tão grande dentro dele mesmo.
Desisto porque nunca fugirão à essência que eu não consegui fugir e acordo me odiando todos os dias por isso.
Talvez isso faça parte do minimalismo - não me pergunte, não fui eu quem começou com a história -, mas de qualquer forma, desejo a distância em uma forma que vocês nunca viram descansar em mim. Sure it's rough around the edges, it's the only thing you see.
The King of Spades isn't just anxious. He's desperately waiting for your approval, struggling to keep his voice down when reciting his own words and dying on the inside when the truth (that the timing was wrong) kicks in.
Só lhe devo parabéns por ter arruinado esta faceta com tomates e feito crescer o tirano de ombreiras sem escrúpulos.
No mais, aguardo a tríade em uma torre num reino tão, tão, tão, tão distante.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Fantasie - Paixão por Meios
"Moço, você tem cheiro de remédio vencido."
Ele mal me olhou. Tinha um biquinho esquisito, como aquele outro de manhã que parecia que tinha feito cirurgia.
"Você tem cheiro de xarope. De planta esmagada. De mal estar."
Nem sei o que me diria se eu realmente botasse o que estava pensando para fora.
Talvez sejam todos tão omissos quanto eu. Ele por desistir de sair dali quando o grupo não lhe deu espaço ou licença.
Fiquei sentindo seu cheiro pelo resto do dia.
Você troca de estação como troca de mundo.
"Não tem regra sobre estalar com o chiclete, mas sabe o quê ? Também não tem regra sobre bater em quem estala com o chiclete, caminhão do ...!"
Nem queria tanto responder, a irritação é um acidente mal-intencionado. Me peguei perguntando se realmente me importava que fizessem aquilo. A resposta era boa. Também não saiu.
E não saem os sins, os nãos. Me fazem companhia enquanto esperam por oportunidade. Quando ela surge, mal converso com meu advogado, tão cega de paixão que estou. Talvez me arrependa depois - como um estrangeiro.
Tenho um bocado de perguntas que gostaria de usar como resposta.
Não é como se precisassem de um álibi, não elas, eu sim. Eu sim precisava me dar uma explicação.
Creio que me acostumei a tê-las como constantes. Há muitas coisas que se gravam por repetição, e outras por intensidade. Sendo a primeira tão estável - ou devo dizer concreta ? -, a segunda se mostrou de vez em quando. Fato é que a imagem de teu olhar está gravada em relevo no meu. Quando tiram, faz falta, mas de praxe em praxe, você se acostuma a perder.
Você se anestesia. E se você quiser me olhar, você crê se quiser;
que a verdade é insolúvel em água, mas dá pra tirar o excesso;
e que silêncio é a quebra de algo invisível aos olhos.
Minha sorte é de encaixar.
Já vi moço dizer que tinha ficado sentado o dia todo, recusando assento. Não há força por ironia do destino, flexibilidade eu sei que ele tem, sim senhor, acessório irrecusável se você quer sobreviver ao destino.
E tem aquela gente que entra no ônibus radiante. Não tenho nada contra a felicidade que surge sem motivo. Mas não é possível que haja uma áurea tão poderosa assim para todos os velhinhos entrarem com um sorriso de derrubar dentadura. Sorri mesmo sendo pras janelas, não há bom dia para sorrir de volta. E olha pra baixo como se de repente lembrasse de algo. Ainda sorrindo, sempre sorrindo. Também sorri quando vai descer.
Não vai, não.
Me confundo com gente que confunde impotência e improbabilidade. Ainda há um belo caminho a seguir. Me mete medo que as coisas se fundam.
Estou regredindo e andando de lado, repetitiva e mínima. Jamais tão crescente, pois isto é mal-passado.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
loveisraperhapsody
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Piloto Automático
A culpa é de ninguém.
Ninguém que fez o guia da mãe solteira.
Às vezes penso que me é muito fácil ser falsa, ou que as pessoas caem por quererem cair. Sei que as respostas já estão prontas para sair e mal modero, já caem prematuras. Há também perguntas que não dão vazão a qualquer outro tipo de resposta. As respostas limitam-se a "Claro que sim" ou "Sim". Tons podem dizer além disso, mas aí há outro limite, e não é da pergunta, mas de quem a faz. De qualquer forma, há momentos que eu quero muito que as pessoas acreditem nessa falsidade e não quero ao mesmo tempo.
Tem gente que não entende que é um favor que faríamos por dó, na verdade, e espera, EXIGE que você faça. Como se, depois de tudo que não eram obrigados a fazer e fizeram, você se tornasse obrigado a devolver. Somem os agradecimentos, e isso é muito abusivo da parte dessa gente.
Me pergunto se o mesmo motivo que uso para perdoar um não deveria usar para perdoar outro - de que essas coisas acontecem automaticamente ao acaso e que a culpa é de ninguém, que a situação realmente tá difícil, que é natural que as pessoas se estressem. Os dois fogem à realidade sob pressão. Os dois podem ser muito agressivos com as palavras. Talvez a única diferença se molde no quadro dessa doença e na compensação que cada um tenta fazer.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Don't let me get carried away
Não estou desiludida da vida. Acontece que não aconteceu tanto que amanhã deixou há muito de ser para mim um novo dia. É mais um dentre tantos outros. Se o mar virar sertão. O que é que tem ?
Não é mais a grande surpresa que o amanhã trará, mas o que vem após o cansaço de esperar tantas surpresas.
Há coisas que me interessam, sim, e muito. Mas uso o silêncio a meu favor. Não o silêncio dos inocentes, mas daqueles com malícia demais para se expor de tal forma. Porque o impulso do momento é SEU, não do momento.
E era a falta do outro lado. Uma falta imensa. Dar uma de virgem que dá alguma mínima pra toda essa chatice e não dar enquanto o outro lado também não der. Muita gente vale a pena à primeira vista.
De quantas visões se faz um sim sólido ?
Não me importo, de verdade.
Mas e aí ? E aí que tem gente aqui dentro dizendo basta. Não senti os nãos. Não estava aqui para ouvi-los. Eu tomo distância para fugir, e quando volto, volto pro vazio de braços abertos, grandes demais.
Meu mecanismo de defesa para isso é a raiva. Porque, você sabe, eu tenho braços grandes e talvez não tão fortes, mas úteis, e hiperativos, com energia para mil vidas fúteis. Apesar de distante, entenda, estou brutalmente sensível. O que [não] me toca, frustra.
Por que vocês não queimam ?
Oh, eu, eu, eu sei, me escolhe. I don't have a coach buddy. É que meu sistema falho não tem instruções no caso de falhas, porque isso seria admitir que elas poderiam existir. 'E se's, calculados ou não. Prefiro não.
Não, não estou desiludida da vida. Querem mais favores, e agora só vou, sem pestanejar, mais nem menos queijo, ou grito. Não há pensamento. Não estou desprovida de sentimentos ou quebrando ilusões porque não há nada a ser quebrado, e ninguém morrerá essa noite. Me consolo com essa segurança.
Só não vá dizer que não avisei que estou sensível quando vier a Flor da Pele.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Verbo [in]Transitivo Direto - ao Minimalismo!
Estou em crise porque cansei da minha própria repetição.
But so it happens that bold is not enough to emphasise everything I want. I'd spend hours repeating and changing little details and you'd still think, that's just her playing formats, but it's not play, it's the thousand shocks flesh is heir to in one only shot.
- Eu tinha medo de ficar como ela porque ela podia ficar fria, escura e solitária, assim como não saber onde se está e não receber sequer um eco. Por outro lado eu a admirava por não gastar toda a munição em tentativa e erro, mas em ótimos palpites, fazer dum grão de areia um sertão aproximando-o um milhão de vezes.
As palavras se tornaram tão maiores que eu. Não vejo sentido em preenchê-las pela metade, montando pequenos conjuntos vazios. Então vou caindo no silêncio. Não por causa da contrariedade, entendo que há a coexistência dos opostos nelas, e isso é inevitável. Mas porque são tão grandes, e eu pequena. Me arrependo em dizer muitas delas agora. Não quero apagar as outras, cujo valor está no tempo. Porque agora estou do tamanho de uma formiga, fazendo coisas estúpidas em rituais que só distraem, destróem, antes de ser incisiva. Todos esses rituais perderam a graça. Somos insignificantes na nossa busca de significiado, falhando miseravelmente porque tentamos criar algo que não pode ser criado.
E agora não é porque quero que tudo passe extremamente depressa, mas porque não vejo sentido em tudo que antecede as grandes perguntas. E não é de ansiedade pelo final, é por achar os intervalos um infundado encher de lingüiça. Chega de fazer rodeios e esperar por um novo dia para fazer as perguntas que vierem, porque agora consigo fazê-las do momento e no momento! A magnitude das poucas palavras tão diretas e certeiras, e se no escuro, tão pontiagudas que fazem barulho e esvoaçam cabelos simplesmente são mais capazes de carregar o pesado fardo dos sentidos. É nisso que se encaixa não saber conectar flashes de memória, porque serão um encher de lingüiça que não precisamos fazer tanta questão, os rituais.
Vejam como eles são opcionais e isso é fato.
Poucas palavras as dão tão mais valor, mas vocês o tiram, com os rituais que por acaso são mais importantes. Se perdendo na corrida de ratos.
- Why won't you burn ?
Vocês são os que estão com pressa porque quando vêm as grandes perguntas, as passam. Querem voltar para a segurança de um significado só. Eu canso de apontar todos os mil significados que estou vendo em todas as palavras que bato agora. Sei que podem entender, porque eu também não entendia, mas agora me faço entender. É um remover de venda para um mundo sadio, sólido, enorme, derrubador de cadeiras.
Vocês estão pisando em ouro e procurando pelo belo baú.
De fato uma nova visão.