Modus Operandi - Quando tudo cai em silêncio e sensações

Destruição de toda a gente com a novela.
Meu minuto de silêncio, murmúrio e anestesia é distância, pedido de socorro dos mil golpes naturais aos quais a carne é herdeira. Da agressividade da rotina quando rói o emocional e praticamente força a insensibilidade. Não mais pedido de consolo, mas sempre muito cheio de possibilidades.
A visão periférica, cansada.
A compensação deste pêndulo monstruoso e imutável, que vem engolindo tudo, na tentativa de formar peso suficiente para alcançar um centro.
Tudo isso que pode ser ouvido se você simplesmente entrar em estática para compreender as forças que te movem.
E questioná-las.

.

.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Diálogo

Tentei apagar as mensagens da memória remota,
porque sei que vou querer desesperadamente responder.

O relógio sobrou, deitado, preguiçoso,
tu que odiavas tanto atrasos foste esquecer logo o teu relógio,
logo comigo, cheia deste tempo vazio.

Já arranhei os teus discos pra não tocar na minha vitrola,
e mesmo assim,
ainda ouço nossa música.

Poderia nomear mil enfermos para me destruir,
fazer mais que lançar um sorriso pra ti,
mais para mostrar-te meu silvo de dor
que para saber qual dois dois é de fato.

Ainda ouço o som da tua TV,
e tu dormindo.
Acordo nos resmungos porque tu não desligas a maldita TV.

I don't want them, never did, you can keep 'em if you want, they'll suit you better, or anyone else better, honestly, who cares, I don't, what part of no don't you understand, I'm out of it, I'm finally happy again, I should've done this before, I regret it, I could've done better, you could've done better, it's not my fault, can't be, you're the one to blame for this, get the hell out of my way, I'm not going to stop, you know I don't care anymore, I won't mind if I crush you or crash you or whatever, what's the difference, what's the hurry.

- I don't want them,
- ...never did.
- you can keep 'em if you want.
- They'll suit you better.
- Or anyone else better.
- Honestly ?
- Who cares ?
- I don't.
- What part of no don't you understand ?
- I'm out of it.
- I'm finally happy again.
- I should've done this before.
- I regret it.
- I could have done better.
- You could have done better.
- This is not my fault!
- Can't be ?
- You're the one to blame for this.
- Get the hell out of my way.
- I'm not going to stop.
- You know I don't care anymore.
- I won't mind if I crush you or crash you or whatever.
- What's the difference ?
- What's the hurry ?

Queria que as pessoas lessem meus textos como eu os ouço.

Shine, shine, shine, shine, shine, shine.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Quem canta consente

I don't know how long this struggle's going to last.
Is really a hundred years forever ?
What's the point ?

The time will come
when my head's just a plate
of scrambled eggs.

Um tempo só dá voltas
aflições de louça,
rachaduras na porcelana.

Um tempo só passa
a boca cala
rala um sim
que deságua
mas está inquieta
um nada que distraia.

Calma em plena ansiedade.
A fala que me escapa.
Quatro mil pessoas gritam,
vontade não me falta.

Um tempo só das voltas,
aflições de louca,
fechaduras na porta.

Um tempo só passa
a boca cala,
rala,
um sim que deságua
de março, mas está inquieta
um nada que distraia.
Faça-me o favor.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Formatação.

[psychobabble__by_vassoga]
[Editando o post pela 29735293528753ª vez seguida.]


[E só depois de voltar pra casa percebi que não é um diálogo ou dueto, são duas vozes numa só]


Que besteira é essa de um texto sem formatação é um texto verdadeiro ?
São ferramentas. Você gosta de ferramentas, não gosta ? Você adora ferramentas. Adora. You're just dying to try it.

Falar verdades.

A gente devia sentar, um dia desses. Conversar verdades em vez das mais bonitas mentiras. Seria tão legal descobrir finalmente o que estava acontecendo de fato.


- Quem esmaga uma borboleta contra a roda ?
- Alguém encurralado.


- Você sabe que tem algo de errado.
- Claro que sei.
- Você quer saber o que é ?
- Pra falar a verdade, não parei para pensar.
- Então você não liga.
- Claro que ligo, é exatamente por isso que não quero pensar.
- E é por isso que não me diz.
- Eu não sei o que há de errado!
- Como você pode dizer que não sabe se não tentou descobrir ?
- Você não está com medo ? Então liga tanto quanto eu.
- É, eu sou egoísta, mas pelo menos não tenho medo.
- Por que você não tenta descobrir, já que tem tanta coragem ?
- Porque eu não posso.
- Não quer entender que estamos os dois com os pés nessa porcaria, isso sim.


Psychobabble - Frou Frou

I can't get my head 'round you

Of course you're not coming over.

- Snap out of it.

You're not making any sence.

You couldn't be more wrong, darling.
I never gave out these signs.


Snap out of it

I'm not falling for this one

If love is surrender
Then whose war is it anyway ?


- Do just what I tell you,
and no one will get hurt.
Don't come any closer.

Don't come in any closer.
'Cause I don't know how long I can hold my heart in two

If you think that it's so damn easy
then what do you need me for ?


- Just look at the state of you, babe,
snap out of it.

You're not listening to this.

And just for once could you
Let me finish a sentence?


- Make no sudden movements,
and no one will get hurt.
You're making me nervous.

If you know what's good for me,
why would I be leaving you?




- Now, I've had it up to here.
Don't ever try that again.





Why are you so quiet so suddenly ?





- You're just dying to try me







So, what do we do now?
... so... what do we do now ?
so... what do we do now ?
what do we do now ?




- Franze o cenho, Jac.
- Cenho ? O que é cenho ?
- Você sabe o que é cenho, Jac ?
- Uhum.





Claro que sim.
Claro que sim.
Claro que sim.





Está franzido. Está franzido, e agora ? E agora ? What do we do now ?





- Schrei.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

É debater, defender, devolver, derramar, declamar.

Pepperoni de hoje.
Será que o Alejandro Monteiro realmente existe ou sua imagem veio do Google ? Fiquei especulando sobre sua origem.
Seria um cunhado do dono do site ? Um modelo que aceitou fazer uma simples propaganda na internet ? Progama ?
Isso tem me incomodado bastante, esses gostosões de reclames.

...

Se recolheram numa mesa redonda para decidir o meu futuro. Eu cheguei e não pensei que a brincadeira do assunto fosse sério. Mas era.
Foram contra a idéia que eu pensei que seria melhor, e realmente, não era melhor. [E me debato dizendo que nenhum dia a gente pode saber quais escolhas são as melhores pra gente.] Não estou fazendo nada para ajudar. Poderia ter feito qualquer objeção, mas continuei ouvindo. Tem um montão de idéias.
Quer ouvir a verdade ? Estou deixando prum amanhã distante pô-las em prática. Porque simplesmente não flui. E estou fluindo muito bem, quero continuar assim, fluindo.
Não estou dizendo que é uma má idéia, ouça bem, estou apenas adiando. Acharia até meio irônico estar em lugar que, de acordo com os clichês, recebe maçãs de presente.
Nessa onda de deixar virem as idéias com os ventos do oeste - que talvez meu tio-pai e minha tia-mãe considerem meio loucas ou desconexas - eu acabo achando. E acho que tenho certeza que não quero isso. Por perceber que a idéia não se faz o impulso do meu braço. E que não sou obrigada.
Queria conseguir querer. Mas por enquanto ainda estou na fase de finalmente evoluir para algo um pouco mais egoísta para finalmente quebrar de vez com o egoísmo. Ter um embasamento para mim.
E é qualquer tipo de crime se recusar dar ? Não está sobrando tanto. Talvez ainda não tenha essa visão. Com sorte, ela se desenvolve.
"Não é crime, não senhora, mas é um pecado, e dos mais terríveis."
Se tudo der certo, uma família.
Antes de estender a mão, tenho que ter certeza que ela diria não se quisesse. E agora, agora estou querendo dizer não.
Por puro ser humano que seja, preciso conseguir me ver como humano, e talvez queira ficar lá por um tempo.
Você pode dizer que isso é ridículo. Infantil. Vou quase entender o seu lado. Mas não espere que eu concorde. Porque estou querendo dizer não.
Não.

Que sensação nova e estranha. Parece que esteve presa aqui, o tempo todo... ser.
Ou não ser.


"- Digamos que ela tem assim... um diâmetro maior...
Risos.
- E ela fez aquela coisa no braço com estilete...
- Compasso...
- Meu, o que é aquilo ?
- É que dizem que se você escrever o nome da pessoa amada debaixo do braço, quando cicatrizar, você não vai gostar mais dela.
- Affe.
A lapiseira parou de rabiscar por um instante. Dessa eu não sabia.
Não sei por que, mas queria rir."

Ter esse aspecto de não me importar em prolongar o tempo - da espera, por que não, desde que não seja cem anos... - me alivia. Não me importo. Talvez até goste.
Librianos são Sadeau Maseaux. Se apaixonam pelo sangue que derramam.

Pronto, lua. Eis a sua contradição.