A primeira coisa curiosa sobre Setembro.
Se eu fechar meus olhos ainda ouço vocês cantando, a guitarra, o piano. A menina entrando no lugar da outra, todas cantando, como se fosse uma banda de refrigerante. Eu lembro de perder meu fôlego ouvindo os acordes e logo compensar meus sonhos com realidade.
- Quê ?
E me trouxeram sonhos.
Muitas vezes o que se programa nem de longe dá certo, e puxa, eram tantas coisas contra. Podemos dizer que era Deus e o mundo.
E eu achando que vocês queriam me apresentar um menino.
"Meio que", o que diabos tem um show a ver com um menino.
Eu lembro de ter pensado "Puxa, será que eu devo me permitir chorar?". Eu lembro do tecladinho de vocês.
Das Meninas do Sol.
Vocês queimaram tão forte e queimaram tanto contra as nuvens.
Lembro do suspense me matando, de ter suspeitado certo, e me atirado realidade de novo.
Lembro de uma feira de vaidades depois daquilo, e por alguma convicção minha, me senti torpe. Por um botão pressionado de sobriedade permanente, não pude me deixar levar. Talvez porque me levava muito a sério.
Acontece que um desejo vinha latente nesse mês. Um desejo vinha latente. Dois. Um desejo só e milhares de formas de se concretizar.
Eu queria independência e ao mesmo tempo estava sempre de prontidão para perdê-la para sempre. Queria que esse desejo se terminasse, porque era minha sentença de sono, porque era uma droga que somente matava: era a abstinência. Eram olhos fechados e o dia virava noite. Eu perdia minha dicção como que sob qualquer efeito. Mas era desafeto. Perdia minha direção.
Por que criticar o cavalo, pobre coitado ?
E daí que você está se lamuriando mais pra Showbiz que pra Sunburn, que você já superou o trauma do Sunburn, e daí ? Se o mar virar sertão...
Talvez não deva explicação alguma a vocês, talvez esteja simplesmente tentando me libertar de uma voz sóbria que me diz que devia ter dado mais valor. Eu estava morta demais para aquilo.
Uma rosa morta no deserto, certamente que não vibra com o sol.
Não era mesmo questão de se permitir. Posso dizer que não. Já estava seca.
Pois bem, aqui está, voz. Sua grande explicação. A dor no meu peito de saber que a banda desmanchou. Havia de acontecer, cedo ou tarde. Mais avisos, menos avisos. Não era questão de sorte, e sim, de tempo.
Talvez um dia desses eu pare no meio da rua e me lembre e a realidade, a VERDADEIRA realidade me atinja no rosto. E eu grite.
E talvez o grito tenha saído calado naquele dia.
Por que vocês fizeram aquilo tudo, nem sei direito. Depois fiquei sabendo de intriguinhas, mas todo esforço tem intriguinhas.
Então algo perfeito com trincos. Um cavalo que eu não soube apertar os flancos.
Que desandou.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
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Um comentário:
posso falar que é drama de pisciano, né? *-*
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