já era tempo de eu querer falar do passado no presente
De volta à estaca zero. Tudo mudou indubitavelmente. Doiscapi.
A matemática me estendeu a mão. Minhas cartas vão à mesa o tempo todo, e sobem de volta por estarem sempre à mão. Abri os olhos diversas vezes, para entrar em choque e recuar. [viro, trago, gasto, amargo e morro. Eu cigarro.]
Hesito, este lado para cima. Penso em todos os meus auges românticos que me ninaram nas noites em que você não esteve aqui. Todos os meus auges românticos, ponto. Curso natural das coisas, sou eu assim, não há mais ninguém. No one will surprise me unless you do.
Vou confessar aqui, já que não há ninguém, que não gosto, nem um pouco, de ser forte. Extrema, sim, forte, não. O sono me propõe a possibilidade do meu orgulho querer ter certa ponta na peça.
Somente os teus olhos de ressaca foram capazes de me manter no centro, e mesmo fechando fiquei ali.
Você dormiu (ou morreu, ou fingiu, nunca soube), e resolvi voltar a balançar.
Agora te vejo quando vou e te vejo quando volto. Te vejo na subida e na descida. Te amo e te odeio, hoje eu corro e paro e volto atrás. Hoje e amanhã, sempre, tudo.
Meu grande teatro virou vida corrida (corroída, por que não ?) e isto tudo, de novo, é minha procura pelas pazes. Decerto, nada disso é novo.
Curva na canaleta do sete.
Explosão na coxia.
sinto falta do meu vilão.
Troquei máscaras por cartas.
Vê se não se encaixa melhor ao pano manchado de lágrimas no fundo.
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